

Para além do trabalho diário de administrativa, do controlo contabilístico e da formação também organizava e participava em certames e feiras, como por exemplo a Feira da Pêra Rocha - Mostra de Artesanato, Doçaria e Gastronomia Regional, no Bombarral. Esta é uma feira anual. 
Para organizar esta feira tive de criar uma base de dados dos expositores, começando por fazer contactos com várias empresas, com agricultores, com pessoas ligadas ao artesanato, restaurantes, colectividades, Juntas de Freguesia, Câmaras, etc, assim como com os assistentes, pois havia expositores que nos solicitavam assistentes para os pavilhões, e nós prestávamos o serviço (estes assistentes eram normalmente estudantes em férias escolares); tinha uma ficha de inscrição e juntava uma fotografia.

Fazia parte das minhas funções criar o cartaz e o programa da feira.
Tínhamos o apoio financeiro de várias entidades, com as quais tínhamos de negociar as ajudas que nos poderiam dar e em troca nós fazíamos a publicidade no cartaz. Por isso nos cartazes aparecem vários logótipos. Todo a organização deste trabalho só era possível devido diversidade de interesses e tolerância de todos os colaboradores e intervenientes.
Com a ajuda da Internet pesquisava e fazia o download de imagens, de frutas, de artesanato e de doçaria, para compor o cartaz, que depois ia para uma tipografia para ser imprimido. Fazia contactos com entidades oficiais como os Presidentes de Câmaras, entidades do Ministério da Agricultura, do Ifadap, políticos, convidando-os a estarem presentes na inauguração do evento, assim como a visitarem o certame.

Em relação ao programa da feira, tive de fazer uma pesquisa para arranjar animação. Comecei por contactar Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais para saber se existiam ranchos folclóricos na região e que fossem só da região, visto ser um certame para divulgação da Pêra Rocha e de outra frutas, de doçaria e gastronomia regional, pelo que fazia todo o sentido serem daqui e não do Algarve, por exemplo. Também contactei com outros grupos locais de música tradicional Portuguesa, como por exemplo, a Tânia e Bailarinas, o Duo Opcção Jovem, o Mário Gil, a Banda do Caneco, o Hugo Sampaio e muitos outros. Depois fazia os contactos, marcava os dias de actuação, os fazia os preços, arranjava o transporte, solicitando apoio às Câmaras ou Juntas de Freguesia e no próprio dia acompanhava os ranchos e outros músicos durante a actuação e fornecia-lhes a alimentação.
Também era da minha responsabilidade organizar e dar assistência no bufete de inauguração.
Durante os certames, que depois do primeiro dia corriam normalmente, tinha de ter a preocupação dos recebimentos em relação a alguns expositores que pagavam o espaço e de fazer os pagamentos aos músicos.
Elaborei na organização várias Feiras da Batata - Mostra do Mundo Rural na Lourinhã, em que o processo é o mesmo, só que esta feira é mensal. Participei como expositora com pavilhões da Associação de Agricultores do Oeste, e do CAPTO-Centro de Artes e Profississões Tradicionais do Oeste, nas Expo-Regiões, em Caldas da Rainha. 
Participei, como expositora, em colaboração com a Laeder Oeste, na Feira da Maçã de Alcobaça. Nestas exposições tinha de ornamentar o pavilhão da Associação de Agricultores do Oeste com motivos regionais, tais como fruta da região e artesanato, doçarias, licores, bordados, e tudo o que pudesse expor, que dissesse respeito à nossa região.
Participei como expositora com um pavilhão da Associação de Agricultores do Oeste num certame no MARL.
Em 1996, criámos a CAPTO-Cooperativa de Artes e Profissões Tradicionais do Oeste, que tem como estatuto a promoção e a comercialização de produtos tradicionais, como a doçaria, artesanato, licores e a gastronomia regional.
Em 2006, colaborei com a Associação de Agricultores do Oeste e a Laedar Oeste, na promoção e realização de um certame no Bombarral, “Sabores do Oeste”; este certame tinha também como objectivo promover os produtos regionais. Aqui também efectuei todo um trabalho desde a criação do programa, à elaboração de cartazes, à divulgação na comunicação social, tal qual como fiz na Feira da Pêra Rocha em que tinha de fazer contactos com expositores, grupos para a animação, efectuar convites a entidades oficiais, enfim um pouco de tudo mas com mais facilidade visto já ter uma boa base de dados das outras feiras.
Em 2003 e 2007, colaborei com a Associação de Agricultores do Oeste, na organização de uma Missão Empresarial ao Brasil (Fortaleza); aqui as minhas funções foram as de contactar com empresas no Brasil ligadas à agricultura, para definir juntamente com essas empresas um roteiro de visitas para podermos participar em colóquios, em reuniões com outros produtores para promover futuros contactos para possíveis exportações e importações, em marcar hotéis, viagens e contactar com vários empresários interessados em ir nesta missão, em aluguar o autocarro para a deslocação no Brasil (Fortaleza) e na elaboração de um roteiro turístico.
Participei também como colaboradora num processo de RVCC na Associação de Agricultores do Oeste onde fizemos algumas certificações até perdermos a acreditação no Inofor. Neste processo trabalhava com a Directora do Centro, com uma profissional de RVCC e com as formadoras de TIC, de Cidadania e Empregabilidade, de Matemática para a Vida e de Linguagem e Comunicação. O meu trabalho aqui incidiu mais na parte da divulgação do Centro através de cartazes publicitários a utilizar na comunicação social em geral. Criei uma ficha de inscrição para os adultos, tratei da aquisição de equipamento e material de escritório, telefones, computadores e depois tratava de toda a parte financeira visto ser um Centro subsidiado pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Depois de encerrado o Centro, tratei de alguns processos de transferência de adultos para outros Centros e de alguns documentos que estavam em falta para serem enviados para a Direcção Vocacional para encerrar alguns processos pendentes.
Organizei também Jornadas Técnicas, onde as minhas funções eram as da elaboração dos cartazes, de fazer o programa do evento, de efectuar contactos com vários técnicos do Ministério da Agricultura, em fruticultura, horticultura, etc. Estas Jornadas Técnicas eram feitas com o objectivo de passar toda a informação aos nossos agricultores.
Aplicando o meu código de conduta em contexto profissional, tenho assegurado um excelente relacionamento dentro do meu departamento assim como com os restantes departamentos e colegas, procurando saber sempre se alguém precisa de ajuda quer profissional quer particularmente. Por exemplo, nos breves momentos de descanso que temos na minha empresa, até na brincadeira chamamos “ hora do café”, crio situações para que possamos brincar, conviver e até mesmo trocarmos opiniões profissionais sobre determinados problemas.Talvez porque quando vim para Portugal senti, que de certo modo, havia uma certa retaliação em relação as pessoas que, como eu, vinham de outro país, hoje respeito bastante as diferenças culturais existentes num universo tão diversificado de nacionalidades.No meu local de trabalho sou responsável directa pelo departamento administrativo. Embora nesta secção não existam diferenças de nacionalidades, todos são diferentes entre si, têm origens, culturas e formação diferentes. Tenho colegas Algarvios, Alentejanos e Nortenhos. Embora oriundos de regiões diferentes e com diferentes maneiras de estar na vida, todos eles formam uma equipa fantástica, que muito respeito e com a qual tenho o prazer de poder trabalhar. Em termos de prestação de serviço, todos têm respeito pelo próximo, mostram disponibilidade para ensinar e aprender e demonstram um profissionalismo invejável. Não há nenhum que se sinta inferior a outro, quer seja pela categoria profissional quer seja pelas origens.
E assim o tempo foi passando, entre o trabalho e a casa, … até que em 2000 o meu marido foi para Timor fazer uma comissão de 6 meses, e nessa altura não posso dizer que tenha sido uma boa experiência, estive quase um mês sem saber notícias dele; não sabia se tinha chegado, se estava bem, foi horrível. Só ao fim de um mês é que ele pode comunicar comigo, pois quando lá chegaram não tinham meios de comunicação. Foram 6 meses de angústia e saudade, até que ele voltou.
1 comentário:
Passei aqui por acaso e devo dizer-te.
Mulher de armas, parabéns
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