quinta-feira, 19 de junho de 2008

História de vida (I)

Como todas as histórias de vida, esta também tem um princípio, meio e….E a minha começa em 1963, numa cidade do norte de Portugal, em Chaves, onde vivia uma moça com 20 anos, bonita, alegre e simpática que se chamava Adélia.


Adélia trabalhava numas termas de águas sulfurosas que eram muito visitadas por pessoas com problemas de saúde. A sua família era grande e com poucos recursos, tinha 7 irmãos e duas irmãs, todos pequenos; como ela era a mais velha, muito cedo teve de deixar a escola e começar a trabalhar. Mas não deixava de ser uma moça feliz…

Entretanto, noutro continente, mais precisamente em Angola, numa pequena aldeia de nome Chibia, vivia

Eugénio, um moço de 26 anos também ele alegre, simpático e bonito que vivia com os seus 8 irmão, pois muito cedo, apenas com 11 anos, perdeu os pais. A vida dele não corria nada mal… trabalhava numa empresa privada, era gestor de uma grande herdade de gado charolês e ganhava, para a época, um bom ordenado.

Nesse ano de 1963 decidiu vir a Portugal, de férias, durante um mês. De todos as terras lindas de Portugal, Eugénio escolheu passar as férias no Norte do país, em Chaves; alugou um quarto numa pensão e um carro, e foi conhecer a cidade. Ao fim de uma semana de estada, teve um problema de fígado e recomendaram-lhe as tais águas sulfurosas...

Foi aí que ele e Adélia se conheceram e se apaixonaram, de tal forma que ele pediu-a em casamento e ela aceitou. Nesse mês que esteve em Portugal, casaram e foram viver para Angola.

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Felizmente nasci em 1965 e fui educada segundo determinados princípios que regiam a sociedade onde nem tudo o que se pensava se podia fazer ou dizer, ou seja, vivia-se debaixo de um regime “Salazarista”.

Em 25 de Abril de 1974, deu-se uma revolução e aí as pessoas passaram a emitir as suas opiniões, podendo-se falar sem receio de retaliações ou castigos, enfim aconteceu a famosa “Liberdade de Expressão”. Determinados princípios éticos mantiveram-se tais como, a honra, a cooperação, o patriotismo, a participação, etc., embora, quanto a mim, outros sofressem pequenas alterações tais como a justiça, o civismo, a participação, o aceitar a autoridade, etc.

Há um princípio que, na minha opinião, foi mal interpretado por determinadas pessoas, que é a liberdade pois a nossa liberdade, só começa onde a dos outros acaba e esse ponto de equilíbrio é que é difícil para muitas acertarem, ou seja o respeito pelo nosso semelhante.Para se poder viver em sociedade há que ter um código de ética e moral, ou seja normas que regem a nossa sociedade prevendo também que quando esses valores não são cumpridos haja uma punição exemplar de acordo com toda a sociedade.

Uma sociedade é formada pela família, pelo próximo, pelo amigo, pelo vizinho, pelo colega profissional.Todos pertencemos a uma Pátria, que embora diferentes, há determinados valores que regem essas sociedades, Pátrias, por exemplo, Portuguesa, Espanhola, Francesa ou Italiana.

Os valores éticos, culturais e até mesmo religiosos são iguais em qualquer parte do mundo.Estamos em 2008 e hoje se conseguimos respeitar o nosso semelhante, quer particular quer profissionalmente, se conseguirmos ser leais com o nosso próximo e com os nossos princípios, então conseguimos viver em harmonia com a sociedade.

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