Aqui tive muitas experiências de vida que me satisfizeram bastante. A minha experiência era pouca no hotel, pois de computadores não percebia nada, então tive de aprender e comecei por fazer uma pequena acção de formação em Informática onde aprendi um pouco de Informática na óptica do utilizador (Microsoft Office, Excel, Internet e Correio Electrónico) aprendi a trabalhar com o fax, a fotocopiadora, o scanner, a máquina fotográfica, o data show, o retroprojector, o projector de slides enfim equipamento que era de certa maneira novo para mim, fiz pesquisas junto de pessoas que sabiam mais do que eu, consultei muitos livros, e manuais e entre uma asneira e outra fui aprendendo. Hoje domino perfeitamente as novas tecnologias de informação equipamentos e sistemas técnicos.
Tratava de toda a facturação de compras e de outros documentos para o contabilista, fazia controlo dos bancos e de caixa e criei, no Excel, um quadro de entradas e saídas a dar logo o saldo bancário em que sempre que havia uma entrada ou saída financeira tinha que ter a preocupação de ir lá lançar, ou seja, era um trabalho diário. Tínhamos também vários serviços de apoio ao agricultor. Um deles era fazer as contabilidades simplificadas, e como não percebia nada do assunto resolvi tirar um Curso de Contabilidade Agrícola onde aprendi noções de Contabilidade, de IVA, IRS, IRC, e do processamento da contabilidade de uma empresa; mais tarde tirei outro de Contabilidade e Gestão Agrícola, o que também me ajudou imenso.
Tinha um programa de contabilidade que era o Contaplus Profissional do qual eu não percebia nada, mas como sou persistente e curiosa fui "mexendo", pedi assistência técnica ao vendedor do programa, e mais uma vez venci, porque passei a trabalhar com o Contaplus Profissional com muita facilidade.
Ao deparar-me com novas situações de trabalho vi que tinha de investir em formação vista não ter formação académica. Para além deste trabalho a empresa também fazia formação agrícola e todo isso eram coisas novas para mim, era uma grande mudança na minha vida profissional e eu tinha de corresponder para ficar com o emprego, pois a concorrência era muita. Tive que aprender a lidar com várias situações por vezes complexas e arranjar forma de resolver os problemas que me surgiam, quer a nível de trabalho, quer a nível de relações com outras pessoas.
Neste hotel passei por uma situação desagradável que me marcou; ao aperceber-me que estavam a tentar fazer algo para que eu ficasse sem trabalho até culpar-me de uma situação grave, comecei a juntar provas para me poder defender se algo acontecesse.Então eis que eles conseguiram levar-me a tribunal, e aí como em português se diz “ Saiu-lhes o tiro pela culatra”, provei que era inocente e que se tinha desaparecido dinheiro não tinha sido eu, de certeza. A Ana e o director foram expulsos pela Administração do hotel.De volta ao trabalho a administração tentou recompensar-me, mas eu não aceitei uma vez que da parte deles, dos colegas que já me conheciam há muito tempo, chegaram a questionar a minha honestidade e como tal eu já não tinha nada a fazer ali, pois sentia-me completamente desmotivada, sem meios psicológicos para continuar a trabalhar. Para mim foi uma situação desagradável e que até hoje não consegui esquecer.
O meu trabalho consistia em fazer desde o projecto de formação até à execução das acções de formação. Para mim era mais uma coisa nova e tinha que acompanhar o processo pelo que consultei empresas, contactei com o próprio Ministério da Agricultura e aprendi como se faziam os projectos. Depois veio a parte em que as acções estavam a decorrer e também havia todo um processo a ser feito, como a elaboração do Dossier Técnico Pedagógico, que consistia primeiro na selecção de formandos, usando para tal os jornais locais, panfletos, rádios, etc, elaborei uma pequena ficha de inscrição e depois havia uma entrevista para ver o perfil e se tinham os requisitos necessários para a formação, alugava as salas e fazia o acompanhamento das acções em termos de apoio aos formadores, elaborava os mapas de assiduidade, fazia o controlo de faltas, dos conteúdos programáticos, folhas de sumários, fichas de identificação dos formandos e formadores, relatórios de execução final, recebia relatórios de formadores, fornecia o equipamento didáctico e áudio visual, estava presente e respondia perante uma supervisão feita por técnicos do Ministério; enfim tudo isto fazia parte do tal dossier técnico pedagógico e todo este trabalho tinha de ser feito porque havia a parte financeira onde tínhamos de fazer a ponte com o Ministério visto que estas acções eram todas financiadas.
Todo este processo era feito por uma ou um coordenador; acontece que eu não tinha a formação necessária então fui tirar um Curso de Formação de Formadores e outro de Coordenadores para então estar certificada para fazer as coordenações. Nesta formação aprendemos qual o papel do coordenador, a fazer levantamentos de necessidades de formação, metodologias da formação, dinâmicas de grupo, comportamento humano e projectos de formação profissional, a programar novas acções para o ano seguinte.
Tenho um CAP, mas nunca dei formação porque não tinha nenhuma área específica, e o que sempre gostei de fazer é a coordenação.
Para mim a coordenação é mais interessante, pois movimentamos muita coisa como já expliquei atrás. Além de convivermos com muita gente diferente onde ensinamos algo mas também, e principalmente, aprendemos muito.
Posso ainda dizer que como coordenadora, coordenei várias acções de formação tais como as de: Empresários Agrícolas, Segurança e Higiene do Trabalho, Doçaria e Gastronomia Regional, Floricultura, Marketing Agro-alimentar, Podas e Enxertias,
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